FGTS

FGTS

Temos acompanhado nos últimos dias os noticiários falarem sobre o FGTS – liberação de até 35% dos recursos – retirada de R$500,00 por conta ativa e inativa, retirada anual e por aniversário, enfim, uma loucura!

O Brasil está buscando de alguma forma se reerguer. A economia está parada, e os recursos de FGTS estão “congelados”. Qual o ponto de partida para tentar reverter esse quadro senão a ideia de liberação de um montante adormecido?! Grande sacada do governo!

Tivemos uma experiência positiva em 2017 com a liberação do FGTS das contas inativas desativadas até 31 de dezembro de 2015, onde a estimativa era o movimento de R$30 bilhões no mercado.

Dinheiro em mãos motivariam os brasileiros a quitação de dívidas para voltar a  consumir e isso se desenharia um quadro de circulação monetária no país.

Mas nem tudo é um conto de fadas.. como já fora informado, quem optar pelo saque do FGTS em calendário de aniversário a partir do próximo ano ficará impossibilitado de sacar o FGTS em caso de rescisão, fazendo jus apenas ao depósito dos “40%” referente a “multa rescisória sobre o FGTS”.

Com isso a liberação das contas ativas merece um pouco mais de atenção, pois pode significar grandes mudanças trabalhistas, até porque o governo não sairá perdendo nesse gesto de boa vontade. 

Se analisar o custo total de uma contratação dificilmente o empregador contratará uma pessoa para compor seu quadro de funcionários – salário, benefícios, férias, 13º, INSS, FGTS, muita informação, muito custo, verdade seja dita, hoje um trabalhador é o maior custo de um empregador.

Podemos estudar uma remota possibilidade de extinção do FGTS futuramente, o que se re-desenharia um quadro novo nas medidas trabalhistas, onde teríamos mais emprego e menos direitos. E não é tão absurdo assim cogitar o fato de extinguir o FGTS.

Qual o real sentido do empregador fazer uma poupança forçada de 8% ao mês para um trabalhador e no final do contrato de trabalho ainda ter que indenizar 40% sobre o valor depositado mensalmente ? Ao pé da letra é meio injusto essa prática onde só o trabalhador ganha. Em uma demissão sem justa causa o trabalhador já é indenizado pelo aviso, projeção, 13º salário, férias indenizadas e demais verbas rescisórias e de contrapartida ainda vem toda indenização fundiária! 

Talvez pelo quadro que se encontra o país seja necessária uma ruptura desses “direitos” para que mais famílias tenham empregos e possam colocar o alimento na mesa e viver com dignidade.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *