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Arquivos por mês 21 de março de 2018

IRPF 2018: Obrigatoriedade e Inclusão de novas informações

A Receita Federal espera aumentar o recebimento de declarações de imposto de renda neste ano em aproximadamente 300 mil transmissões. Em 2017 foram transmitidas 28,5 milhões de declarações, para este ano o esperado é 28,8 milhões.

A declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física vai até 30 de Abril, e alguns pontos são fundamentais para saber se há a obrigatoriedade de transmissão ou não:

Rendimento Tributável:
pessoas que tiveram rendimentos tributáveis (seja de uma fonte, ou de múltiplas fontes) acima de R$28.559,70 em 2017 (ex.: trabalho assalariado, pró-labore);

Rendimento Isento / Não-tributável / Tributado Exclusivamente na Fonte:
pessoas que tiveram um – ou mais – rendimentos destas categorias, quando o total recebido tenha ultrapassado R$40.000,00 em 2017 (ex.: rendimento de poupança, abono pecuniário / distribuição de lucro, restituição do Imposto de Renda / rendimentos de aplicações financeiras, prêmios de loterias)

Ganho de Capital:
quem obteve ganho na alienação de bens, móveis ou imóveis, em qualquer mês de 2017, desde que o ganho seja tributável (ex.: venda de casa por valor superior ao valor de compra);

Bolsa de Valores:
quem operou na bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e semelhantes em 2017, independente do valor auferido (ex.: compra e venda de ações, compra e venda de debêntures);

Atividade Rural:
quem teve auferiu receita bruta a partir de R$142.798,50 em virtude de atividades rurais (ex.: venda de gado);

Bens e Direitos: pessoas que acumularam bens e/ou direitos, em 31/12/2017 com valor igual ou maior a R$300.000,00 (ex.: imóvel no valor de R$270.000,00 e veículo no valor de R$45.000,00);

Novos Residentes no Brasil: pessoas que passaram à condição de residentes no Brasil a partir de 1º de Janeiro de 2017, e assim permaneceram em 31 de Dezembro de 2017;

Retenção na Fonte: pessoas que não são obrigadas a declarar o Imposto de Renda mas tiveram valores retidos ao longo do ano, podem transmitir a sua declaração para serem restituídas destes valores (ex. IR retido sobre férias, IR retido sobre salários em mês com adicionais em folha, IR sobre aplicações)

As novidades ficaram por conta dos maiores detalhes em relação aos imóveis e veículos:

Imóveis: inscrição municipal (IPTU), campo para endereço completo de onde está situado o imóvel, área total, unidade de medida da área total do imóvel, registro, matrícula no cartório, nome do cartório onde está registrado o imóvel;

Veículos: número completo de Renavam.

Por mais que estas sejam as novidades, neste ano o não preenchimento de tais informações não impedirá a transmissão na declaração, entretanto, o fato de serem lançadas já em 2018 dá indícios de que serão informações obrigatórias nos próximos anos.

O pagamento das restituições tem previsão de início em Junho e se estenderão até Dezembro para os contribuintes que não caírem na malha fina da Receita Federal.

* Em caso de dúvidas mais específicas, ou queira solicitar um orçamento entre em contato com a Equipe Etecon através do link: https://www.etecontabil.com.br/portal/atendimento/ ou pelo telefone (12) 3144-1352.

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5 passos para se tornar o profissional contábil exigido pelo mercado

O mercado vem sendo modificado pela tecnologia e cobrando alguns conhecimentos e posturas diferentes das tradicionais de seus profissionais. Com o mercado contábil não é diferente e para auxiliar o profissional de contabilidade, separamos alguns pontos em que viemos observando ao longo dos anos a exigência da preparação por parte dos profissionais da área contábil.

1- Empatia com a tecnologia:
A tecnologia é uma ferramenta exigida em todas as áreas e com a contabilidade não poderia ser diferente. Não saber como utilizá-la para benefício próprio ou para benefício do cliente é algo inaceitável no mercado em que nos encontramos.

Em primeiro momento, era passada uma visão de que a tecnologia roubaria nossos serviços, mas hoje é claramente notável que o que acontece é o contrário: a tecnologia nos ajuda e faz ainda mais, potencializa o trabalho executado pelos profissionais contábeis.

2- Empatia com o cliente:
Por mais que a tecnologia nos dê muitos auxílios, de nada adiantará se não a utilizarmos para “alguém” e este alguém é o nosso cliente.

Ter empatia com o cliente, seja o cliente interno ou externo, tratá-lo como alguém importante para o desenvolvimento da sua carreira é algo que, talvez, hoje não lhe faça sentido, mas com o passar do tempo, perceberá que boas relações profissionais geram novas relações profissionais, além de ótimas relações pessoais também.

Trabalhamos sempre para alguém, é melhor que trabalhemos para quem temos empatia.

3- Empatia com o serviço desenvolvido:
A palavra-chave deste artigo parece mesmo ser “empatia” e realmente é! Ter empatia com o que se faz é essencial e no caso, ter empatia pela contabilidade, é fundamental para alcançar êxito na profissão. Em todas as profissões exige-se competência, mas do profissional contábil exige-se sempre algo a mais, um amor a mais pelo exercício da contabilidade, uma dedicação maior pela resolução de problemas que muitas vezes não são deles, mas que, pela  empatia para com o cliente e para com o serviço desenvolvido, tratamos e resolvemos como se fossem nossos.

4- Compromisso com a ética
A ética é algo básico em toda atividade exercida, do Presidente da República a nós contabilistas e cada vez se faz mais necessária a prática da ética contábil em todas as relações, sejam elas: relação cliente x contabilista, contabilista x concorrente, contabilista x fisco.

Podemos ser empáticos e altamente competentes, mas a ética é um alicerce para o desenvolvimento do profissional contábil, sem ela não há modo de se construir uma carreira sólida e forte.

5- Apresentação de dados e auxílio na tomada de decisões:
A contabilidade é a ciência e a profissão que visa apresentar informações e auxiliar os seus usuários nas tomadas de decisões, desde as menores até as maiores, nas Organizações, e por isso, o contabilista não pode “somente” fazer a contabilidade, fazer os registros, apurar os impostos… isso ficou no século XX. O profissional contábil da atualidade, o que o mercado necessita e corre atrás, é aquele que apresenta dados, que converte a linguagem técnica da contabilidade na linguagem comercial do cliente em questão, que personaliza os relatórios, que indica o caminho a seguir, seja em termos tributários, seja em termos financeiros.

Auxiliar o cliente a subir de patamar, faz o contabilista subir junto com ele.

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A importância do “e se…?” na contabilidade do futuro

Nós, profissionais contábeis, somos conhecidos pela nossa firmeza ao averiguar as informações concedidas pelo cliente e confiabilidade nas informações transmitidas ao governo. Isso passa a sensação de que o contabilista é um profissional engessado e fechado ao novo. Longe disso!

Nas duas últimas décadas, poucas áreas sofreram tantas alterações quanto a área contábil, seja em âmbito estadual, nacional e principalmente mundial. As leis estaduais mudaram muito, as leis federais ainda mais e as inexistentes normas internacionais surgiram. Mais do que leis, surgiram as transmissões em arquivos digitais, os famosos – e temidos –  SPEDs.

Como nos adaptarmos ao novo? Renovação diária!

Desta indagação “como nos adaptarmos ao novo”, surge o melhor início de resposta que se pode esperar quando o assunto é inovação: “e se…”. Primeiramente estas três letrinhas, na maioria das vezes, abrem um leque de opções jamais exploradas para aquele determinado tipo de assunto, o que é a base para a inovação. Em segundo lugar, o “e se…” tem o poder de chamar a atenção de todos os ouvintes envolvidos, pois trata-se de algo novo. E por fim, o “e se…” é o início do processo que poderá te levar para um degrau acima de onde se encontra hoje.

O profissional contábil do futuro precisa se habituar para conviver diariamente com questionamentos como: “e se…eu trocar o extrato recebido pelos correios do meu banco pelo extraído do próprio site para automatizar o processo?”, “e se… eu mudar o formato de apresentação dos relatórios contábeis para algo mais vistoso?”, “e se… eu encontrar parceiros para desenvolver meu próprio sistema de contabilidade?”.

Em um desses “e se…” você pode estar expondo a ideia certa para o parceiro certo, e assim, mudando o rumo da sua carreira consideravelmente.

A contabilidade é, sem dúvida, uma das profissões do futuro.

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5 passos para automação: DIRF 2019

É sabido que em empresas contábeis o que mais se presa são as rotinas, entretanto, as obrigações acessórias anuais vêm com tudo no inicio de cada exercício e deixa a rotina de cabeça para baixo.

Sendo assim, reunimos cinco passos para serem adotados nas rotinas mensais, semanais e até diárias, para que em 2019 o preenchimento da DIRF seja tranquilo e prático.

1- As informações precisam nascer certas

A DIRF é a primeira grande obrigação acessória do ano contábil, depois de algum tempo trabalharemos com RAIS, DEFIS, SPED-ECD e SPED-ECF, por exemplo. E para todas essas declarações o segredo para ter sucesso é a premissa: para fornecermos a informação final de maneira correta é preciso que a informação inicial nasça da maneira correta.

Como o foco é a DIRF, as informações mais necessárias são de cunho trabalhista, tais como: cálculo mensal correto dos rendimentos, das contribuições previdenciárias, e principalmente do imposto de renda retido na fonte, com ênfase nos meses de férias e décimo terceiro, pois aqui, os valores aumentam, saindo da curva média da empresa; e informações de cunho fiscal, como: o registro pelo sistema fiscal de todas as Notas Fiscais de Serviço, tendo ou não retenção, de empresas que são obrigadas ou não a emitir o Livro de Entradas, pois, uma “economia” de pouco tempo mês a mês por não escriturar Notas de Serviços Tomados faz a equipe perder muito tempo na hora de preencher a DIRF, pois terão de procurar valores de Janeiro até Dezembro do exercício em questão.

2- Arquivar separadamente as Notas Fiscais de Serviço

Somos uma empresa que busca sempre a inovação através da tecnologia, jamais indicaremos o arquivo físico, mas o arquivo eletrônico é de extrema importância, principalmente nesta fase de obrigações acessórias referentes ao ano anterior.

Motivos não faltam, desde o mais simples, como um esquecimento de um procedimento (esqueceu que um fornecedor, apesar de ser Lucro Presumido não retém o PIS/COFINS/CSLL) até coisas mais complexas, como a troca de um colaborador.

O arquivo digital sempre poderá auxiliar para facilitar e com as notas fiscais de serviço, elemento indispensável para a DIRF, este auxílio se torna fundamental.

3- Manter a contabilização em contas separadas por fornecedores

Um ponto interessante é a contabilização separada de Fornecedor a Fornecedor, não utilizando a conta clássica que algumas empresas ainda mantém “Fornecedores Diversos”. Desta forma, através do Livro Razão, o contabilista conseguirá averiguar quais fornecedores tiveram retenções de impostos federais (IR, PIS, COFINS e CSLL).

4- Calcular mensalmente o valor retirado de lucro

A retirada de lucro pelos sócios é um assunto que gera sempre muita pauta nas empresas contábeis, pois envolve diretamente o Imposto de Renda da Pessoa Física do cliente. Uma forma do contabilista se antecipar e evitar qualquer dificuldade junto ao cliente, por conta deste fator, é a apuração mensal do lucro a ser retirado pelos sócios, juntamente com o envio, em duas vias, dos recibos e, posteriormente, a contabilização dos valores já retirados. Desta forma, na próxima DIRF será necessário somente a consolidação dos valores retirados ao longo do ano.

5- Solicitar em no primeiro dia útil os extratos das operadoras de cartões de crédito

Os extratos das operadoras de cartão de crédito são, por vezes, esquecidos, mas este documento também é necessário para o preenchimento da DIRF. Porém, nem sempre os bancos mandam em tempo hábil estes extratos, o que atrasa a vida do contabilista. No melhor dos cenários, o ideal seria que a empresa tirasse este extrato pelo próprio site das operadoras de cartão de crédito e enviassem para o contabilista, mas caso no site não haja essa possibilidade, no primeiro dia útil do ano o cliente deve solicitar às operadoras de cartão de crédito o extrato para apuração de Imposto de Renda Retido na Fonte.

Com estes passos e adequações às rotinas, cremos que a DIRF 2019 será resolvido com grande facilidade.

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