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Arquivos por mês 23 de outubro de 2020

Devo ter cuidado com os demonstrativos DRE fiscal, DRE financeira e DRE Gerencial?

A necessidade de ter informes, faz com que muitas vezes “demonstrativos” sejam desenvolvidos sem o contexto necessário.

  • Sistemas Financeiros (ERP) e a “DRE Financeira”

Um grande mercado de Sistemas de Gestão vem se desenvolvendo com foco principalmente em micro, pequenas e médias empresas, diante da automação das ferramentas impostas pelo Fisco, entre elas podemos citar: SpedNota Fiscal EletrônicaECDE-Social, entre outros.

Ocorre que de uma forma geral, sistema de menor porte (sistemas com um custo mais baixo), não tem a mesma estrutura de sistemas mais robustos, com isso, as informações geradas tendem a ser objetivas e geralmente com fins: FinanceiroEstoque e também para atender a Nota Fiscal Eletrônica.

Muitos desses Sistemas visando atender uma demanda do mercado, acabam por oferecer a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) o demonstrativo mais importante para qualquer empresa, entretanto, não são estruturados para isso, diante disso, disponibilizam a “DRE Financeira”.

Essa “DRE Financeira”, nada mais é que o Fluxo de Caixa Realizado, na estrutura de uma DRE, ou seja, não atende as exigências da Gestão Empresarial, e acaba por levar empresários a tomar decisões incorretas, visto que, as informações expostas são geradas baseadas no Regime de Caixa.

Muito Cuidado com as informações geradas pelo seu Sistema.

  • Contador e a DRE Fiscal

Empresas de uma forma geral tem por costume terceirizar os Serviços de Contabilidade, com isso, parte das informações e operações realizadas na empresa, acabam por não ser devidamente registradas e as informações geradas pelo escritório de Contabilidade acaba tendo fim específico de atender as exigências do Fisco, muitas vezes sequer são discutidas entre gestores da empresa, exceto quando a carga tributária excede limites padrões da empresa.

  • DRE Gerencial a mais importante

Enfim a DRE Gerencial, esse demonstrativo deve ser estruturado visando atender as tomadas de decisão da empresa, com detalhes previstos atendendo particularidades da empresa.

DRE Gerencial deve ser estruturada com base do Regime de Competência, ou seja, com base no fato gerador e não atrelado a data do pagamento como ocorre na “DRE Financeira”, ainda na DRE Gerencial entre outras rubricas é importante que contemple: Provisões de Contingências, sejam elas trabalhistas, tributárias, entre outras, Depreciação do Ativo Imobilizado, visando o reinvestimento da empresa.

E o mais importante, que a estrutura do Custo dos Produtos Vendidos seja alimentada de forma correta, respeitando a dedução dos impostos creditados na aquisição e contabilizados quando são realizados e não no momento do pagamento como na “DRE Financeira”.

Todos esses detalhes são fundamentais para que entre outras informações importantes para a Gestão possamos extrair:

– Lucro ou Prejuízo

– Margem Bruta

– Margem de Contribuição

– Custo Fixo Total

– Custo Financeiro

– Ponto de Equilíbrio

Entre outras mais informações.

  • Conhecimentos técnicos para estruturar e ler

Tanto para elaborar quanto para ler esse Demonstrativo, é importante que o profissional tenha ao menos noções técnicas de Gestão Empresarial (Administração de EmpresasContabilidade e Economia).

É obvio que esse conhecimento didático agregado a experiência profissional na área é fundamental para “desfrutar” das informações do demonstrativo.

Disponibilizar uma DRE para colaboradores sem o conhecimento técnico é o mesmo que entregar um exame médico/laboratorial a um paciente (eletrocardiograma), apesar de bem elaborado, porém, poucas ou quase nenhuma informação será utilizada.

Texto por: ALMEIDA XAVIER DE SOUSA, Walber. Atenção com os demonstrativos: DRE Fiscal, DRE Financeira e DRE Gerencial. Contabeis, 2020. Disponível em: https://www.contabeis.com.br/noticias/44871/atencao-com-os-demonstrativos-dre-fiscal-dre-financeira-e-dre-gerencial/

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O empregado pode ser demitido pelo empregador durante a pandemia?

Todos nós sabemos o quanto esse ano foi difícil para muitas empresas que acabaram cedendo e fechando as portas e também aos trabalhadores que ficaram desempregados na pandemia. Com isso, os empregos formais estão tendo um saldo negativo que chegou a 849 mil, mesmo com a criação de 249 mil novos empregos no mês de agosto. A taxa de desemprego no Brasil subiu para 13,3% no trimestre de junho, em meio a impactos do covid-19. Empresas em todo Brasil tiveram que dispensar seus funcionários após drástica queda de produção e demanda.

O empregado pode ser demitido durante a pandemia?

Pode. Em regra o empregador pode decidir demitir ou não demitir seus funcionários. No caso da pandemia é uma nova estabilidade no emprego provisória, daqueles que chegaram a modificação de suas jornadas e salários reduzidos ou seus contratos suspensos, por força da MP 936/20 que depois foi convertida na Lei 14.020/20. Porém, o empregador que realizar alguma demissão, não poderá deixar de pagar a rescisão de contrato de seu empregado, mesmo alegando que seu negocio foi afetado pela pandemia. Vale lembrar que esse valor rescisório não pode ser parcelado e nem diminuído pelo empregador, todos os direitos como: saldo de salário, aviso prévio, 13º salário, multa de 40% sobre FGTS devem ser pagos.

Em casos do empregador optar pela demissão de funcionários em período de estabilidade provisória(redução de jornada ou suspensão de contrato) da lei 14.020/20, ele deverá pagar uma indenização proporcional ao período qu restava de estabilidade para o empregado.

O trabalhador é obrigado a trabalhar integralmente durante a pandemia?

Se o contrato trabalhista não foi modificado por uma negociação coletiva, o profissional deverá cumprir sua jornada de trabalho normalmente.

Muitas dúvidas surgem durante esse período turbulento, com isso a ETECON está aqui para trazer informação a vocês.   

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