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INSS 2020 – Quais são as mudanças?

INSS 2020 – Quais são as mudanças?

Em 11/02/2020 foi publicada a Portaria SEPRT/ME nº 3.569/2020 que dispõe sobre o segundo reajuste em 2020 dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e dos demais valores constantes do Regulamento da Previdência Social – RPS.

Com as novas regras introduzidas pela Reforma da Previdência e o novo reajuste do salário mínimo que a partir de 01/02/2020 foi fixado em R$ 1.045,00 (Hum mil e quarenta e cinco reais), a partir de 1º de Março, as novas alíquotas de contribuição do segurado do setor privado entram em vigor, conforme demonstrado abaixo:

  • 7,5% até um salário mínimo (R$ 1.045,00);
  • 9% para quem ganha entre R$ 1.045,01 R$ e 2.089,60.
  • 12% para quem ganha entre R$ 2.089,61 e R$ 3.134,40.
  • 14% para quem ganha entre R$ 3.134,41 e R$ 6.101,06.

Desde 1º de Janeiro deste ano, o teto do INSS passou de R$ 5.839,45 para R$ 6.101,06 e isso significa que o trabalhador que receba salário superior ao teto, a contribuição será calculada até o valor de R$ 6.101,06.

Também vale ressaltar que as cobranças serão progressivas, ou seja, será necessário aplicar o salário base na nova tabela de acordo com a parcela que se encaixa em sua respectiva faixa.

Parece complexo né?! Mas não é! Vamos a exemplos práticos e você verá que é simples:

1. Um trabalhador que recebe R$ 2.500,00.

O primeiro passo é verificar em qual faixa esse salário se enquadra.

De acordo com a tabela acima, ele está na faixa de 12%, então faremos:

2.500,00 – 2.089,60 (que corresponde ao valor limite da faixa imediatamente anterior)

410,40 x 12% = 49,25

Agora vamos aos próximos passos:

A –  2.089,60 – 1.045,00

       1.044,60 x 9% = 94,01

B –  1.045,00 x 7,5% = 78,38

Agora somamos o resultado de cada faixa:

49,25 + 94,01 + 78,38 = 221,64

Logo, 221,64 será o valor da contribuição do Segurado a partir de 1º de Março.

Esse mesmo trabalhador na tabela anterior em vigor até 29/02/2020 teria a seguinte contribuição:

2.500,00 x 9% = 225,00

Nesse exemplo temos uma redução de R$ 3,36

2. Um trabalhador que recebe R$ 5.000,00.

O primeiro passo é verificar em qual faixa esse salário se enquadra.

De acordo com a tabela acima, ele está na faixa de 14%, então faremos:

5.000,00 – 3.134,40 (que corresponde ao valor limite da faixa imediatamente anterior)

1.856,60 x 14% = 261,18

Agora vamos aos próximos passos:

A– 3.134,40 – 2.089,60

1.044,80 x 12% = 125,38

B– 2.089,60 – 1.045,00

1.044,60 x 9% = 94,01

E por último:

C– 1.045,00 x 7,5% = 78,38

Agora somamos o resultado de cada faixa:

261,18 + 125,38 + 94,01 + 78,38 = 558,95

Logo, 558,95 será o valor da contribuição do Segurado a partir de 1º de Março.

Esse mesmo trabalhador na tabela anterior em vigor até 29/02/2020 teria a seguinte contribuição:

5.000,00 x 11% = 550,00

Nesse exemplo temos um aumento de R$ 8,95.

3. Um trabalhador que recebe R$ 7.000,00.

O salário está acima do teto da nova tabela, então o valor de contribuição do Segurado será automaticamente de R$ 713,10 a partir de 1º de Março.

Na tabela anterior, o valor de contribuição era de R$ 671,11.

Nesse exemplo temos um aumento de R$ 41,99.

Em resumo, os trabalhadores com faixas salariais mais baixas, passarão a contribuir menos com a Previdência e por outro lado aqueles que se enquadram em faixas salariais maiores terão descontos mais elevados no salário.

Como essas mudanças ocorrerão somente a partir de Março, as diferenças só serão sentidas pelo trabalhador a partir de Abril.

E você, o que achou da nova tabela do INSS?

Achou muito complexo ou não se sente confortável nestes primeiros meses de mudanças? A ETECON, empresa atuante no ramo contábil há mais de 40 anos, possui em seu quadro de colaboradores profissionais capacitados para auxiliar em que for preciso neste assunto e em todos os assuntos correlatos!

Entre em contato conosco pelo telefone:

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Simplificações no eSocial – o que mudou e o que mudará

Após a implantação do eSocial e adequação dos empregadores para que as obrigações sejam cumpridas no prazo, o mesmo vem passando por um processo de simplificação e começamos a colher os frutos de toda essa implantação e mudanças nas rotinas empresariais.

Dentre as simplificações já implantadas, podemos citar algumas:

– Carteira de Trabalho digital:as anotações que antes eram feitas de forma manual, hoje através do envio de informações para o eSocial já acontecem de forma automática e são disponibilizadas ao trabalhador por meio do aplicativo em celular ou página da web;

– Livro de Registro de Empregados: os empregadores que optarem pelo registro eletrônico de empregados, por meio do eSocial, estão aptos à substituição do livro de registro de empregados.

– CAGED e RAIS: a partir deste ano, obrigações acessórias como o CAGED e a RAIS passam a ser substituídas.

O CAGED teve sua substituição a partir de janeiro e ocorreu para os grupos 1, 2 e 3. Já a RAIS, será substituída para as empresas que já enviamos informações referente à remuneração de seus trabalhadores relativo ao ano base completo de 2019, que são as empresas dos grupos 1 e 2.

As empresas que ainda não se encaixam nestes grupos devem permanecer com o envio manual de cada uma dessas obrigações.

As mudanças não param por aí!

Em 13/02/2020 foi divulgada a versão Beta do layout simplificado do eSocial no portal.esocial.gov.br para conhecimento dos desenvolvedores e usuários. Nesta versão ocorrerão testes, estando sujeita a mudanças e ajustes necessários, até que seja publicada oficialmente a versão final.

Seu objetivo é simplificar e reduzir as informações que são transmitidas atualmente, eliminando a duplicidade de informações, deixando de exigir informações já constantes nas bases governamentais, utilizar o CPF como identificação única do trabalhador , além da substituição de outras obrigações.

Para os desenvolvedores que estão acompanhando todo momento de testes, o download da documentação técnica já está disponível no portal do eSocial.

As mudanças no eSocial têm o objetivo de modernizar o sistema por meio de sua simplificação, reduzindo a burocracia das obrigações trabalhistas e previdenciárias, com um sistema mais completo, unificando as informações a serem transmitidas ao Governo, reduzindo desta forma o tempo gasto pelos Departamentos de Pessoal na execução de suas obrigações.

O que você acha da simplificação do eSocial?

Ainda com dúvidas? A ETECON, empresa do ramo contábil, tributário, societário, paralegal e trabalhista, atuante há 40 anos, pode te ajudar! Contamos com profissionais com longa experiência e dispostos a ser o auxílio necessário, principalmente em meio a tantas mudanças que estão ocorrendo em nossa área.

Automatização de processos, basta?

Temos a facilidade de nos encantar pelo visual, talvez seja esse o caminho para as profissões do futuro – e do presente: mostrar na prática o que a tecnologia pode alcançar para estimular os colaboradores a se envolverem nos processos e obterem os resultados desejados. Um exemplo básico é o que todos passamos quando estamos cursando uma graduação, tanta teoria que ficamos até sem interesse, e de repente quando nos deparamos na prática descobrimos um universo extraordinário.

A tecnologia pode ajudar a estreitar o relacionamento com o cliente. Ferramentas de automação podem ajudar a surpreender o cliente positivamente, através de apresentações, vídeos e webinars.

Porém, se a organização não preparar seus colaboradores para essa nova era automatizada, de nada adiantará ter uma tecnologia de ponta.

Muitas vezes os próprios colaboradores acabam por – inconscientemente ou não – sabotar a implantação de algumas ferramentas, mesmo se for para facilitar o seu trabalho no cotidiano. Isso se dá porque a maioria das pessoas tendem a ter dificuldade com mudanças – o que é natural no ser humano.

Os gestores e a diretoria nem sempre possuem habilidades para acompanhar a transformação e analisar efetivamente os resultados, pois não estão no dia-a-dia com a “mão na massa”.

O foco dos gestores e diretores é indicar o caminho, e esse apontamento é importantíssimo, pois, sem saber como e onde se quer chegar, não se vai a lugar algum!

É preciso entender que essa automação facilita a conferência e o arquivamento dos documentos e processos. Gerencia as atividades a fim de priorizar as tarefas e não perder datas de entrega, priorizando cada qual no seu devido prazo.

O sucesso da jornada de automação depende não só de tecnologia mas de pessoas dispostas a utilizar a tecnologia como aliada nos processos de trabalho.

A tendência é que os escritórios contábeis adotem cada vez mais o meio digital e assumam a tecnologia como fator estratégico para reduzir erros e retrabalhos, visando um retorno positivo com a melhora do uso do tempo e aumento da produtividade, além de trazer segurança, agilidade e organização nos processos.

Nessa busca por automação e alinhamento entre colaboradores e tecnologias, a ETECON se destaca por, em seus 40 anos de existência, ser pioneira em sua região na busca por processos eficazes e excelência em sua área de atuação. Entre em contato conosco para nos conhecer e saber o que a ETECON pode oferecer em seus serviços prestados.

Desmistificando o Lucro Real

Sem dúvidas escolher o regime tributário mais adequado é um dos fatores mais primordiais para garantir a saúde da empresa, neste momento é interessante analisar todo o cenário, conhecer bem como será a operação da empresa e escolher com sabedoria como operar tributariamente.

Como bem sabemos o empresário ao pode optar por atuar entre três regimes tributários, sendo eles: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Cada um desses regimes tem suas particularidades e se encaixam perfeitamente em determinadas situações, visualizar o impacto de cada um deles no negócio é chave inicial de qualquer planejamento financeiro.

Dentro disso, vamos entender mais sobre o regime tributário: Lucro Real.

O que é Lucro Real?

O Lucro Real pode ser entendido como um regime de tributação onde o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido, são feitos com base no lucro real da empresa, reduzindo das receitas os custos e as despesas da operação, com ajustes de adição e exclusão conforme a legislação.

Dessa forma, como podemos entender para manutenção do Lucro Real é de suma importância que se mantenha um controle assertivo e eficiente a respeito das finanças do negócio, tendo bem definido as entradas e saídas de recursos financeiros. Assim sendo, o cálculo do lucro da empresa fica cada vez mais preciso.

Há de se destacar também as variações desses encargos conforme os lucros registrados, haja vista que em caso de prejuízo fiscal a empresa fica isenta de recolher impostos sobre lucro.

Alíquotas do Lucro Real

Como dito nesse regime de tributação o IRPJ e CSLL são calculados mediante o lucro registrado no período.

No caso do IRPJ a alíquota incidente sobre o lucro é de 15% mais o adicional de 10% sobre o que ultrapassar R$ 20.000,00 (este valor acumulado mensalmente).

Exemplo: A empresa registrou lucro de R$ 85.000,00 de Janeiro a Abril.

15% sobre R$ 85.000 = R$ 12.750,00

10% sobre R$ 5.000 (R$ 20.000 x mês 4 = R$ 80.000 – R$ 85.000) =  R$ 500,00.

Totalizando R$ 13.250,00 de IRPJ.

Já a alíquota de CSLL pode variar de 9% a 12% sobre o lucro líquido.

Quais a vantagens de se optar por Lucro Real?

Vantagens Tributárias:

 – Uma das principais vantagens da opção de Lucro Real é a tributação mais justa sobre o lucro real do negócio (e ainda a dispensa da obrigação de pagar os tributos sobre lucro em caso de prejuízo)

– Há também a possibilidade de compensação de prejuízos fiscais, onde o prejuízo de exercícios anteriores pode ser utilizado para reduzir a base de cálculo dos tributos nos exercícios seguintes.

Vantagens Operacionais:

– Como dito, ao optar pelo Lucro Real há a necessidade de manter a gestão financeira da empresa em dia e muito bem controlada, o que consequentemente melhora as operações financeiras e veracidade dos resultados.

Vantagens Fiscais:

– Opção de apurar o lucro em diferentes períodos fiscais, de forma trimestral o anual.

– Desobrigação de recolher os tributos em caso de prejuízo fiscal.

– Possibilidade de aproveitar créditos de Pis e Cofins.

Contudo, com esse conjunto de informações fica claro que tomar decisões desse tipo irão impactar em todo o direcionamento do negócio, neste caso é primordial contar com assessoria de serviço contábil específico como forma de obter melhor visualização de que caminho tomar. Neste ponto a ETECON se destaca na prestação de serviços para empresas que optam pelo Lucro Real e ainda em estudos tributários capazes de munir o empresário com informações qualitativas e esclarecedoras.

A IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA NA CONTABILIDADE

Com o avanço da tecnologia é impossível não perceber a rapidez que mudanças são aplicadas em processos em todas as áreas da sociedade moderna. Hoje, estar atualizado sobre as diversas informações que a internet e tecnologias nos trazem, é mais do que necessário para o crescimento de nível profissional e empresarial. Com isso especialistas contábeis devem estar mais do que aptos a novas funcionalidades tecnológicas que possam tirá-lo do operacional para um nível mais estratégico de negócio.

De acordo com o Jornal Contábil, em referência a um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial, há uma série de tendências que terão maior crescimento nos próximos anos, sendo eles:

  • Resolução de problemas complexos
  • Pensamento crítico
  • Criatividade
  • Gestão de Pessoas
  • Liderança colaborativa
  • Inteligência emocional
  • Julgamento e tomada de decisão
  • Orientação ao serviço
  • Negociação
  • Flexibilidade cognitiva

Sem dúvida, há diversos benefícios para o setor contábil absorver com o uso da tecnologia. Nem todas elas são aplicadas na maioria das empresas do ramo, como o uso da digitalização de rotinas e folhas de pagamentos que são geradas por ferramentas de software, nos dias de hoje.

A ETECON, empresa contábil, em atuação há mais de 40 anos, se destaca por sempre estar se atualizando e aprimorando o uso de tecnologia com seus profissionais contábeis, o uso de ferramentas de software e integrações de sistemas vem auxiliando a maximizar a produção, assim aumentando a agilidade, a segurança e, consequentemente, a satisfação  de nossos clientes.

Como funciona o Planejamento Tributário?

Um dos fatores mais determinantes para o sucesso ou fracasso de uma empresa, é a maneira que ela lida com o Planejamento. Este planejamento pode ser atribuído a diversas áreas da organização, e aqui levantaremos destaque para a importância do Planejamento Tributário.

O planejamento tributário inclui o estudo minucioso da busca através de meios legais para diminuir a carga tributária paga pela empresa, devendo ser realizado de maneira criteriosa e levando em conta diversos fatores como: tipo de produto/serviço oferecido, benefícios e incentivos fiscais, alíquotas de cada tributo, etc., todo este planejamento deve objetivar a redução de custos e o aumento da lucratividade do negócio, sempre atento par não praticar a evasão ilícita de contribuição fiscal.

O fim do ano, quando está se finalizando o exercício,é considerado um período ideal para praticar o Planejamento Tributário, de modo que se possa ter um histórico anual para analisar as situações ocorridas e fazer comparativos com os diferentes regimes tributários e visualizar o resultado dos determinados enquadramentos. Dentro disso, é possível ainda projetar o futuro da empresa no ano seguinte, podendo prospectar cenários de crescimento no faturamento, investimentos em áreas da empresa, aberturas de outras unidades entre outros fatores.

Como dito, com essas informações é possível vislumbrar diferentes cenários para empresa nos três tipos de regime tributário:

Simples Nacional:

Regime tributário mais direcionado para micro e pequenas empresas, é um sistema de arrecadação simplificado que oferece vantagens como redução de valores a serem recolhidos. Ideal para empresas com alta margem de lucro e baixas despesas.

Lucro Presumido:

Regime de tributação onde o imposto de renda é calculado mediante uma alíquota presumida de lucro, vale destacar que empresas optantes por este regime tributário não podem aproveitar o crédito de Pis e Cofins, entretanto recolhem com alíquota menor do que aquelas que optam por Lucro Real.

Lucro Real:

Regime tributário onde o cálculo do imposto de renda e contribuição são feitos mediante o lucro líquido do período, englobando ajuste, exclusões e compensações mediante legislação fiscal. Indicado para empresas de grande porte que operam com baixa margem de lucro e altas despesas, por este motivo devem ter uma rígida escrituração contábil sempre em comprovação dos custos e despesas apresentados.

Por fim, é claro a importância de se antever ao Planejamento Tributário e buscar melhores caminhos para a operação da empresa, a eficiência neste sentido se dá pela valorização e apoio frente ao profissional contábil e contato efetivo do empresário, onde possam alinhar em conjuntos os mecanismos necessários para garantir o sucesso neste trabalho.

A difícil arte em empreender!

Muito se tem ouvido falar em Empreendedorismo, ser um empreendedor vai muito além de simplesmente abrir uma empresa, significa ser um realizador de idéias e responsável por colocá-las em pratica sendo preciso desenvolver uma mentalidade empreendedora, será essencial investir tempo, conhecimento, recursos e sobre tudo paciência até se obter o retorno esperado.

Vale destacar que para o sucesso é preciso ser inovador em idéias, pensamentos e atos, fazer a diferença, ter a coragem de arriscar e criar algo que te diferencie dos demais, ser mais atrativo a seus clientes e sempre se lembrar que seu cliente será imprescindível para seu empreendimento, levando o ao sucesso.

Empreendedorismo e Inovação são os principais pilares que sustentam o crescimento da economia mundial, vivemos em meio a mudanças rápidas e constantes o que nos obriga a avançar quanto a este conceito de evolução.

Então vamos agora conhecer alguns do dos tipos de empresas existentes no Brasil e após definir qual melhor se encaixa na sua realidade e conseqüentemente supra sua necessidade como empreendedor, iremos esclarecer quais são esses tipos e apontar a diferença de cada uma delas.

SOCIEDADE EMPRESÁRIA LIMITADA (LTDA)

Este tipo é formado obrigatoriamente por dois ou mais sócios, o termo limitada se dá ao fato de que os sócios são responsáveis financeiros e administrativos pela empresa com base no capital social de acordo com o artigo 1.052 do Código Civil – Lei 10.406/02 a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, todos respondem solidariamente pela integralização do Capital. Quanto a tomada de decisão somente por um dos sócios será permitido, desde que esteja previsto em contrato.

EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI)

A Eireli funciona basicamente da mesma forma que a limitada, porém com algumas diferenças sendo uma delas um limite mínimo de valor de Capital igual ou maior que 100 (cem) x salário mínimo vigente, 100 % integralizado na constituição o QSA é formado unicamente por uma pessoa podendo tomar decisões sozinho, tem seu patrimônio separado da empresa, responde financeiramente até o limite do capital social e pode se optar por um nome empresarial, não o seu nome.

EMPRESA INDIVIDUAL (EMPRESÁRIO INDIVIDUAL)

Este tipo de empresa o empresário não é sócio, mas proprietário dela. Inclusive o nome empresarial tem que ser igual ao do empresário podendo por opção incluir somente o ramo ao nome ex: José da Silva Automóveis, agora o nome fantasia fica livre para escolha e não precisa constar no contrato social da empresa, um ponto importante que faz com que muitos empresários pensem duas vezes antes de constituir uma individual é que mesmo que exista um valor de Capital o proprietário responde por 100% do seu negocio, ficando assim obrigado a dispor de todo seu patrimônio pessoal para que se possam cobrir dívidas empresariais existentes.

MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL (MEI)

Também é uma empresa individual, pela qual o proprietário dá seu nome ao negocio é totalmente responsável, inclusive com seus bens pessoa física, estas empresas são automaticamente enquadradas no Simples Nacional, não tendo escolha por seu regime tributário, outro detalhe importante é que para se formalizar como MEI a atividade desenvolvida (CNAE) precisa ser permitida então não são todas as atividades que permitem optar pelo MEI, além disso, estas empresas não podem faturar acima de R$ 81.000,00 (anual) sendo R$ 6.750,00 (Mês) até 31/12 do mesmo ano, caso isso ocorra o proprietário deverá solicitar junto a RFB e demais órgãos o desenquadramento do MEI.
Outra restrição é quanto ao número de funcionários que não pode passar de 1.

SOCIEDADE SIMPLES (SS)

As empresas SS muito se parecem com a Sociedade Limitada, a característica especifica da Sociedade Simples é a finalidade é uma empresa que é voltada para a Prestação de Serviços intelectuais, técnicas e cientificas, por exemplo, arquitetos, médicos ou advogados podem optar por este formato caso tenham sócio da mesma área.

SOCIEDADE ANÔNIMA (SA)

A empresa denominada SA, tem seu Capital Social formado por Ações e não por quotas como descrito nas empresas acima.

A sociedade anônima é dividida ainda por dois subtipos sendo de;

CAPITAL ABERTO: Caracteriza a venda de ações através da bolsa de valores ao publico geral por intermediação de instituições financeiras como banco e corretoras.

CAPITAL FECHADO: Suas ações são divididas internamente entre os sócios (cotistas) e outros interessados e ou convidados não sendo aberto ao público.

Tendo em vista os aspectos apresentados, concluímos que o tipo de empresa para se ter um desfecho de sucesso independe de quem serão seus sócios, acionistas ou proprietários mas sim aspectos de grande relevância como o ramo de negócio, visar o quanto sua empresa terá de faturamento, e principalmente estar aberto a Inovar, criar a realmente se superar, outro grande aliado deverá ser estruturação da empresa, mantendo se atento a essas informações que devem estar no seu plano de negócios, juntamente com um planejamento estratégico, sistema de gestão logísticos e operacionais sua empresa terá tudo para atingir o propósito ou o alvo determinado. São muitos os detalhes e nuances que podem fazer a diferença entre ter ou não sucesso.

O comportamento da contabilidade para empresas do terceiro setor

As instituições de Terceiro Setor são entidades privadas com a missão de se preocupar com questões de interesse público, não possuindo fins lucrativos, mesmo que ainda comercializem bens e serviços o foco desses tipos de organizações não é o lucro de fato, mas sim o desenvolvimento do bem-estar social. As atividades filantrópicas prestadas por essas entidades em sua maioria são financiadas por subsídios governamentais e doações de terceiros, dentro deste sentido é possível entender o motivo pelo qual a transparência deve ser um dos principais pilares deste tipo de empresa.

A contabilidade para o Terceiro Setor tem como objetivo garantir essa transparência das atividades das empresas filantrópicas, como forma de aumentar a confiabilidade dos relatórios produzidos. Essas entidades têm por obrigação a prestação de contas a respeito de como os recursos obtidos estão sendo direcionados para as atividades que se propuseram a executar, neste ponto a atividade do profissional contábil se mostra primordial para aumentar a credibilidade da instituição e consequentemente garantir o recebimentos dos benefícios necessários. Tendo em vista a dificuldade que muitas dessas entidades têm de obter esses recursos, credibilidade perante a sociedade é de extrema importância.

Entretanto, após os recebimentos destes recursos, muita das vezes limitados às necessidades da organização, é preciso fazer a gestão eficiente do capital, como forma de garantir uma aplicabilidade eficiente e sustentável. Os mecanismos contábeis para este tipo de empresa devem-se preocupar em munir os gestores de informações relevantes e precisas a respeito do auxílio nas tomadas de decisão e de maior aproveitamento dos recursos auferidos, é preciso ainda que a contabilidade entenda nos detalhes as atividades exercidas pela organização, como forma de vislumbrar melhorias na aplicação do dinheiro. A contabilidade tem que ter por objetivo trazer melhorias nas decisões gerenciais, e esse suporte a gerência se dá pela emissão de relatórios contábeis confiáveis, que muito além de prestação de contas facilita a visualização dos números da empresa e um prognóstico assertivo da situação econômico-financeira.

Em suma, o posicionamento contábil neste tipo de empresa deve pautar-se muito na Contabilidade Gerencial, deve-se ter um foco onde as informações ali levantadas tragam a garantia de produzir uma gestão capaz de estar sempre em ascensão e cada dia mais eficiente na missão de beneficiar o bem-estar social.

Por Paulo Pires

Contador: Obrigação ou Diferencial?

Contador: Obrigação ou Diferencial? A importância deste profissional para uma MEI.

A abertura de uma MEI pode ser um grande passo para quem deseja se formalizar na execução de atividades profissionais autônomas e se sentir mais amparado frente às rotinas fiscais do nosso país, certo é que para este tipo de empreendimento existe uma série de desobrigações frente ao fisco, dentre elas a não obrigatoriedade de manter uma escrituração contábil e fiscal. Porém, o questionamento a ser fazer é: apesar da não exigência de ter um contador, qual a importância deste profissional em minha MEI?

Como todo e qualquer tipo de empresa, é vital o controle e planejamento financeiro bem como acompanhamento do fluxo de caixa. Independente do porte da empresa e nível de faturamento é de suma importância estar atento às questões financeiras, inclusive para MEI, mesmo que com rendimentos limitados. Esse controle pode ser facilmente acompanhado e orientado por um profissional da contabilidade, que além de estar monitorando o fluxo de recursos do empresário, pode ainda auxiliar na projeção de cenários futuros e antecipar diversas situações.

De acordo com a legislação, é permitida para o MEI a contratação de até um funcionário, bem sabemos que as obrigações trabalhistas no país são compostas de minúcias legislativas que precisam expressamente da atenção do profissional com conhecimento na área, com o intuito de melhor orientação e proteger a empresa de obter possíveis passivos judiciais em caso de desacordo legal. Neste caso, em mais um ponto se mostra importante o suporte de um profissional contábil.

E ainda, contar com o auxílio deste profissional é poder contar com orientações a respeito do funcionamento e direcionamento da própria empresa, a respeito de posicionamento no mercado, legislações, economias fiscais e financeiras e uma série de outros artifícios que em conjunto geram uma grande vantagem em relação a concorrência, em um mercado cada dia mais competitivo é importante ter o apoio para o diferencial e eficiência.

Em suma, para um MEI é preciso enxergar que a Contabilidade, muito mais do que cumprir obrigações do fisco, é uma das ferramentas mais poderosas para uma gestão eficiente do negócio.

Tendência na contabilidade: BPO Financeiro

Dentre as diversas ferramentas tecnológicas que apresentaram ser tendências na área contábil, como computação em nuvem, sistemas integrados que unem dados do cliente aos de portais governamentais, entre tantas outras que servem de auxílio ao contador e sua missão de lidar com o grande número de dados que devem ser analisados diariamente, mais uma promete mudar o cenário de empresas e seus negócios: BPO Financeiro.

O BPO Financeiro envolve um serviço de terceirização das atividades que não estejam relacionadas com a finalidade principal de uma empresa. Na teoria, isso implica o emprego de maior esforço e atenção nas especialidades da mesma, consequentemente aperfeiçoando a qualidade de produtos e de tratamento ao cliente, enquanto especialistas em finanças utilizam os recursos adequados para traçar planos e estratégias que melhor irão atender a organização.

Independente do tamanho da empresa, a quantidade e complexidade de dados muitas vezes não estruturados resultam na necessidade de ferramentas de análise específicas, que podem ser até mesmo compostas por simples relatórios e gráficos. Porém, mesmo sendo acessíveis, suas elaborações dependem de um olhar mais experiente. O BPO Financeiro cobre essas necessidades e proporciona maior segurança na tomada de decisões.

O contador, por já ter acesso às informações financeiras do cliente, como fluxo de caixa, contas a pagar/receber e faturamento por exemplo, pode trazer benefícios extras ao oferecer serviços personalizados de BPO, como maior controle e redução de custos.

Com todos esses benefícios, que, sem dúvida, irão preparar inúmeros negócios para a era da informação, o BPO não deve ser entendido como uma despesa, e sim como um investimento certo de retorno.

Autora: Fernanda Canazzo