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PLANTÃO IRPF – Venda de Imóveis

Investir em imóveis é sempre um bom negócio, são bens que valorizam muito a curto e médio prazo, entretanto, é um dos pontos que mais fazem os contribuintes cair na Malha Fina da Receita Federal.

Isso ocorre principalmente por dois motivos: aumento do valor de compra do imóvel de forma indevida e diminuição do valor de venda, também de forma indevida.

Quando se vende um imóvel é necessário calcular o Ganho de Capital, e para isso deverá ser preenchido os valores de compra e venda do imóvel em um programa a parte, como o IRPF, este programa é o “Ganhos de Capital”.

Neste programa pode-se calcular o ganho de capital de bens imóveis, bens móveis e até participações societárias. Nele é preciso preencher os dados referentes a compra do imóvel vendido, mesmo que seja de décadas atrás, e principalmente os dados referentes a venda deste imóvel.

Para calcular o ganho de capital em relação a venda de imóveis, a conta é simples: resultado da operação de compra e venda, descontado o percentual de redução (conforme Lei 11.196/2005, Capítulo VIII, art. 40, § 1º),  multiplicado por 15%, que é o valor de IR sobre o ganho de capital. Por exemplo, um imóvel comprado em Março/2013, por R$ 50.000,00, foi vendido em Dezembro/2017, por R$ 150.000,00. O valor de IR sobre o ganho de capital será de R$ 12.248,51, e deverá ser recolhido até o último dia útil do mês subsequente ao mês da venda.

Como dito acima, os imóveis tendem a valorizar rapidamente, e não é raro acontecer de, no ato da venda o imóvel valer o dobro do que o atual proprietário pagou e isso acarreta um enorme ganho de capital, por consequência, um enorme Imposto de Renda a pagar. Infelizmente a Receita Federal não aceita que se aplique o princípio contábil da valorização do bem, sendo assim, não se pode aumentar o valor do imóvel com base em valorizações meramente especulativas, ou seja, se pagou R$ 50.000,00, em 2008, em um imóvel e hoje ele vale R$ 200.000,00, seja pela melhora do bairro, pela valorização da cidade, essa variação de R$ 150.000,00 não poderá ser levada em conta. Se for vender, o custo de aquisição será somente os R$ 50.000,00.

A única maneira de aumentar o valor do custo de aquisição é com o acréscimo de  edificações, ampliações e reformas, desde que comprovadas mediante recibos e notas fiscais. Desta maneira, o valor do imóvel poderá subir e, assim, o ganho de capital diminuir.

No programa de IRPF, é preciso importar os dados do ganho de capital, e, na ficha “Bens e Direitos”, o imóvel terá que constar no campo de saldo final o valor R$ 0,00, para evidenciar a baixa naquele imóvel vendido.

 

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5 passos para se tornar o profissional contábil exigido pelo mercado

O mercado vem sendo modificado pela tecnologia e cobrando alguns conhecimentos e posturas diferentes das tradicionais de seus profissionais. Com o mercado contábil não é diferente e para auxiliar o profissional de contabilidade, separamos alguns pontos em que viemos observando ao longo dos anos a exigência da preparação por parte dos profissionais da área contábil.

1- Empatia com a tecnologia:
A tecnologia é uma ferramenta exigida em todas as áreas e com a contabilidade não poderia ser diferente. Não saber como utilizá-la para benefício próprio ou para benefício do cliente é algo inaceitável no mercado em que nos encontramos.

Em primeiro momento, era passada uma visão de que a tecnologia roubaria nossos serviços, mas hoje é claramente notável que o que acontece é o contrário: a tecnologia nos ajuda e faz ainda mais, potencializa o trabalho executado pelos profissionais contábeis.

2- Empatia com o cliente:
Por mais que a tecnologia nos dê muitos auxílios, de nada adiantará se não a utilizarmos para “alguém” e este alguém é o nosso cliente.

Ter empatia com o cliente, seja o cliente interno ou externo, tratá-lo como alguém importante para o desenvolvimento da sua carreira é algo que, talvez, hoje não lhe faça sentido, mas com o passar do tempo, perceberá que boas relações profissionais geram novas relações profissionais, além de ótimas relações pessoais também.

Trabalhamos sempre para alguém, é melhor que trabalhemos para quem temos empatia.

3- Empatia com o serviço desenvolvido:
A palavra-chave deste artigo parece mesmo ser “empatia” e realmente é! Ter empatia com o que se faz é essencial e no caso, ter empatia pela contabilidade, é fundamental para alcançar êxito na profissão. Em todas as profissões exige-se competência, mas do profissional contábil exige-se sempre algo a mais, um amor a mais pelo exercício da contabilidade, uma dedicação maior pela resolução de problemas que muitas vezes não são deles, mas que, pela  empatia para com o cliente e para com o serviço desenvolvido, tratamos e resolvemos como se fossem nossos.

4- Compromisso com a ética
A ética é algo básico em toda atividade exercida, do Presidente da República a nós contabilistas e cada vez se faz mais necessária a prática da ética contábil em todas as relações, sejam elas: relação cliente x contabilista, contabilista x concorrente, contabilista x fisco.

Podemos ser empáticos e altamente competentes, mas a ética é um alicerce para o desenvolvimento do profissional contábil, sem ela não há modo de se construir uma carreira sólida e forte.

5- Apresentação de dados e auxílio na tomada de decisões:
A contabilidade é a ciência e a profissão que visa apresentar informações e auxiliar os seus usuários nas tomadas de decisões, desde as menores até as maiores, nas Organizações, e por isso, o contabilista não pode “somente” fazer a contabilidade, fazer os registros, apurar os impostos… isso ficou no século XX. O profissional contábil da atualidade, o que o mercado necessita e corre atrás, é aquele que apresenta dados, que converte a linguagem técnica da contabilidade na linguagem comercial do cliente em questão, que personaliza os relatórios, que indica o caminho a seguir, seja em termos tributários, seja em termos financeiros.

Auxiliar o cliente a subir de patamar, faz o contabilista subir junto com ele.

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Criptomoedas na mira do Leão

As criptomoedas não são um assunto novo. Apesar de os famosos Bitcoins serem a referência mundial neste ramo, existem ao todo hoje dezenas delas, com as mais variadas cotações.

Apesar de não ser um assunto novo, apenas recentemente, com a alta valorização dos Bitcoins por razões diversas como a entrada de investidores chineses no mercado, abocanhando boa parte do que estava circulando e também de recentes casos de problemas envolvendo empresas de armazenamento idôneas que, ao serem hackeadas, estes valores dos clientes que estavam armazenados terem sumido, as moedas virtuais começaram a ter uma posição na mídia pelo alto valor que atingiram, atraindo investidores brasileiros.

Em teoria, a criptomoeda tem como conceito ser um sistema financeiro sem interferência de bancos centrais ou mundiais. A grosso modo, quando se cria uma moeda virtual, cria-se na nuvem um sistema de blocos de dados, cada bloco com um valor monetário, dependendo da moeda. Esses blocos devem ser “minerados” por computadores potentes (o que também impulsionou o mercado de placas de vídeo no mundo gerando uma escassez da peça no mercado e aumentando o seu preço, uma vez que placas de vídeo top de linha processam mais e mais rápido que os próprios processadores). Qualquer pessoa pode minerar criptomoedas tendo computadores ou estações de trabalhos potentes para isso. Quanto maior a potência, maior a possibilidade de encontrar blocos no sistema e trazê-los para sua carteira virtual (que fica armazenada criptografadamente no PC, de maneira intransferível e anônima. A única maneira de transferir ou fazer backup de criptomoedas é direcioná-las para outras carteiras virtuais (como bancos destinados para este fim e sites especializados) e assim o sistema funciona sustentado unicamente pelos usuários.

Hoje em dia, para o usuário final, ao menos no que diz respeito aos Bitcoins em si, não vale mais a pena investir em uma super máquina para minerar, uma vez que os blocos disponíveis são muito poucos e a energia elétrica gasta até encontrar um Bitcoin no sistema é maior do que o lucro obtido. Porém, transações, sejam recebimentos ou envios de Bitcoins, estão cada vez mais comuns, uma vez que grandes sites passaram a aceitar a moeda virtual como forma de pagamento. No mercado brasileiro também existem muitos investidores que compram e vendem de acordo com a cotação, como ações ou bens comuns.

Como qualquer assunto financeiro que dá frutos, o governo está atentando para regulamentar moedas virtuais no país (o que, conceitualmente, foge da ideia principal da moeda, mas isto é assunto para outro artigo). A dúvida agora é: tenho bastante dinheiro provido pelos Bitcoins. Devo ou não declarar no imposto de renda este ano?

Segundo artigo da colunista Ludmilla Pizarro postado dia 09/02/18 no portal www.otempo.com.br, a receita federal se pronunciará até o dia 2 de Março deste ano sobre a necessidade ou não de declarar no IRPF as famigeradas moedas virtuais.

Dois contadores entrevistados no artigo, o coordenador do MBA da Universidade Positivo nas áreas tributária e contábil, Marco Aurélio Pitta e o contador responsável pelo escritório Contabilizei, Heber Dionizio, indicam porém, que os usuários das criptomoedas se preparem para declarar. Eles indicam que as moedas virtuais sejam declaradas não como dinheiro e sim como “outros bens e direitos”, no campo “ganho de capital” com valor em reais. Ainda, segundo Dionízio, as transações só são tributadas se ultrapassam o total de 35 mil reais no ano fiscal.

Para ler o artigo completo, clique aqui.
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